Quem teve câncer pode doar sangue?
Depende do tipo de câncer e do tratamento. Pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, quem teve câncer, exceto tumores oncohematológicos como leucemia e linfoma, pode doar 5 anos após o fim do tratamento, com confirmação de cura.
O histórico de câncer é avaliado caso a caso durante a triagem clínica. Não existe uma regra única que proíba todos os ex-pacientes oncológicos de doarem sangue.
Quando o câncer causa inaptidão permanente
- Leucemias e linfomas (cânceres do sangue): inaptidão permanente na maioria dos hemocentros, independentemente do tempo de remissão
- Cânceres com alto risco de disseminação hematogênica (melanoma metastático, por exemplo): avaliados individualmente
- Uso atual de quimioterapia ou radioterapia: inaptidão temporária durante o tratamento
Quando a doação pode ser possível
- Tumores sólidos localizados completamente curados (ex.: câncer de pele não melanoma tratado cirurgicamente): possível após período mínimo sem recidiva — geralmente 5 anos
- Sem tratamento ativo (quimioterapia, imunoterapia, radioterapia)
- Sem evidência de recidiva ou metástase
Tratamentos que causam inaptidão por si só
| Tratamento | Situação |
|---|---|
| Quimioterapia | Inaptidão durante e após o término (período variável) |
| Radioterapia | Inaptidão durante o tratamento |
| Imunoterapia (pembrolizumabe, etc.) | Inaptidão temporária — confirmar no hemocentro |
| Medicamentos hormonais (tamoxifeno, letrozol) | Avaliado individualmente |
O que fazer
Leve ao hemocentro o seu histórico oncológico completo: tipo de tumor, data do diagnóstico, tratamentos realizados e data do último tratamento. O profissional de triagem vai avaliar sua aptidão conforme o protocolo vigente.
Não se descarte antes de passar pela avaliação — muitos sobreviventes de câncer já retomaram as doações com sucesso.