Quem já recebeu transfusão de sangue pode doar?
Quem recebeu transfusão de sangue recentemente está em inaptidão temporária, que passou de 12 para 4 meses pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, segundo a divulgação do Ministério da Saúde. Transfusões mais antigas geralmente não impedem a doação, salvo se houve infecção associada.
Receber uma transfusão de sangue não impede permanentemente a doação — mas existe um período de espera obrigatório para garantir a segurança do sangue coletado.
Regra geral
- Inaptidão temporária de 4 meses após a última transfusão recebida (Portaria GM/MS nº 11.685/2026; antes eram 12 meses pela RDC nº 34/2014, Anvisa)
- O prazo cobre o período de janela imunológica para infecções que podem ser transmitidas via transfusão, como hepatite B, hepatite C e HIV
- Após o prazo, o candidato passa pela triagem clínica habitual
Exceções que podem gerar inaptidão definitiva
- Se a transfusão foi realizada em contexto de doença que, por si só, impede a doação (ex.: câncer hematológico em atividade, infecção por HIV)
- Se exames realizados após a transfusão indicaram contaminação por agente infeccioso
- Se a transfusão foi de componentes não testados (situações de guerra, países sem vigilância sanitária)
Transfusão autóloga (próprio sangue)
Transfusão do próprio sangue coletado antes de cirurgia não gera período de espera relacionado à transfusão em si — o que pode gerar inaptidão temporária é o procedimento cirúrgico (habitualmente 6 meses a 1 ano, conforme o tipo de cirurgia).
O que informar na triagem
Informe ao profissional de triagem: data da transfusão, motivo (cirurgia, acidente, doença) e se houve qualquer intercorrência infecciosa relacionada. Essas informações orientam a avaliação clínica.